ADORAÇÃO MISTA


Jo 4.20

Nossos pais adoraram neste monte, e vós dizeis que é em Jerusalém o lugar onde se deve adorar.  Dt 12:5; Dt 12:11; 1Rs 9:3; 2Cr 7:12;

Olhando e refletindo nesse texto, me veio à curiosidade de tentar entender o porquê a mulher samaritana falou essas palavras a Jesus. “Nossos pais adoraram neste monte”. Comecei a pesquisar sobre a adoração dos samaritanos e descobri algo muito interessante. E é sobre essa adoração que iremos refletir e tentar fazer uma comparação com a nossa realidade hoje. Para entendermos o assunto precisamos voltar um pouco no tempo. E para isso vamos ao livro dos reis. 2 Reis. 17. 7- 41. Este texto nos mostra algumas informações preciosíssimas sobre esse tema que escolhi. A história conta que um rei chamado Oséias reinou nove anos sobre Israel em Samaria. E esse rei fez o que era mau perante o Senhor Deus de Israel. E contra esse rei Oséias subiu o rei da Assíria Salmaneser, Oseias agora passou a servir a assíria pagando tributo, mas Oséias como sendo uma pessoa corrupta foi pego em conspiração e não pagava mais tributos como antes v.4, por isso o rei da Assíria o colocou num cárcere. Refletindo um pouco sobre essa atitude de Oséias, nos mostra uma verdade e realidade em que vivemos, muitas vezes estamos encarcerados, porque não temos adorado a Deus de uma maneira correta. No v6, no nono ano do reinado de Oséias, o rei da Assíria tomou a Samaria e transportou a Israel para a Assíria; e os fez habitar em terras estranhas. A causa do cativeiro de Israel está no v7, Israel temeu a outros deuses, andaram nos estatutos das nações que Deus já havia os entregue em suas mãos, v8, Israel além de pecar contra Deus, agora começou a viver de acordo com os costumes de um povo pagão, povo que Deus os já tinha entregado nas mãos dos israelitas. Veja o que diz os versículos seguintes.

2 Rs 17. 9 E os filhos de Israel fizeram secretamente coisas que não eram retas, contra o SENHOR, seu Deus; e edificaram altos em todas as suas cidades, desde a torre dos atalaias até à cidade forte.  10 E levantaram estátuas e imagens do bosque, em todos os altos outeiros e debaixo de todas as árvores verdes.  11 E queimaram ali incenso em todos os altos, como as nações que o SENHOR transportara de diante deles; e fizeram coisas ruins, para provocarem à ira o SENHOR.  12 E serviram os ídolos, dos quais o SENHOR lhes dissera: Não fareis estas coisas.

13 E o SENHOR protestou a Israel e a Judá, pelo ministério de todos os profetas e de todos os videntes, dizendo: Convertei-vos de vossos maus caminhos e guardai os meus mandamentos e os meus estatutos, conforme toda a Lei que ordenei a vossos pais e que eu vos enviei pelo ministério de meus servos, os profetas. V14, porém não deram ouvidos; antes, se tornaram obstinados, de dura cerviz como seus pais, que não creram no Senhor, seu Deus.

Se olharmos para a nossa realidade hoje, não estamos muito longe deste texto, estamos muito distante da verdadeira adoração ao Senhor, mas adiante iremos entender melhor, pois ainda não cheguei ao ponto chave da adoração dos Samaritanos. Temos imitado os cultos pagãos de muitos rituais satânicos que Deus já havia condenado no passado. Jesus em dialogo com a mulher samaritana traz a tona para as nossas vidas uma cultura pagã que tem se levantado no meio das igrejas do Senhor Jesus sorrateiramente e muitos lideres tem aceitado esses rituais e copiado as coisas do mundo, dentro das Igrejas. Veja o que diz o v15 E rejeitaram os estatutos e o concerto que fizera com seus pais, como também os testemunhos com que protestara contra eles; e andaram após a vaidade e ficaram vãos, como também após as nações que estavam em roda deles, das quais o SENHOR lhes tinha dito que não fizessem como elas.

Se continuarmos esse texto veremos as mazelas que invadiu Israel e Judá e pecaram contra Deus. Dos versículos 24-28 vemos agora o povo de Israel e Judá sendo misturado aos povos pagãos, dos versículos 29-41 temos o ponto chave que queremos analisar de acordo com Jo 4.20. nos vs 29-31 vemos os povos pagãos levantando seus ídolos por toda parte de Samaria. E no v32-34 vemos um ponto principal o porquê a mulher samaritana disse que adorava a Deus no monte.

 32 Assim temiam ao SENHOR e dos mais humildes se fizeram sacerdotes dos lugares altos, os quais exerciam o ministério nas casas dos lugares altos. 33 Assim, ao SENHOR temiam e também a seus deuses serviam, segundo o costume das nações dentre as quais tinham sido transportados. 34 Até ao dia de hoje fazem segundo os primeiros costumes; não temem ao SENHOR, nem fazem segundo os seus estatutos, e segundo as suas ordenanças e segundo a lei, e segundo o mandamento que o SENHOR ordenou aos filhos de Jacó, a quem deu o nome de Israel.

Uma adoração mista de servir a Deus e oferecer oferendas a outros deuses, coisas que Deus condena. V36 Mas ao SENHOR, que vos fez subir da terra do Egito com grande força e com braço estendido, a este temereis, e a ele vos inclinareis, e a ele sacrificareis.

Muitas vezes temos oferecido adoração em montes estranhos, temos adorado a ídolos e achamos que estamos adorando ou agradando a Deus. Precisamos ter muito cuidado com relação à adoração que Deus exige de nós. Os povos pagãos não prosperavam não tinham crescimento na vida, eles não temiam a Deus, 2Rs.17.25 por isso o rei da Assíria enviou um sacerdote que estava em cativeiro para ensinar ao povo temer aos Senhor v.28. O resultado foi uma religião que misturava elementos da verdade e do paganismo, em outras palavras diziam ser adoradores do Deus Altíssimo, aceitando as Leis de Deus, mas fundaram seu próprio sacerdócio, construíram seus próprios templos e criaram seus próprios sistemas de sacrifícios (sistemas de cultos). A religião Samaritana é um exemplo clássico do que acontece quando a autoridade das escrituras é subjugada pela tradição humana. Temos vivido um paganismo dentro das igrejas que se dizem cristãs. temos visto templos serem erguidos com lideres e leis humanas e com isso subjugando as Escrituras a Palavra de Deus. Esse texto da mulher samaritana é um clássico, um texto em que  muitos compositores criam letras evangélicas, um texto riquíssimo em conteúdo para aqueles que ministram sobre adoração verdadeira, e nós que vivemos ministrando encontramos perolas perdidas pela Igreja do Senhor Jesus. Pérolas preciosas que precisam voltar a ser distribuídas de uma maneira verdadeira e sábia, para que possamos oferecer a Deus o melhor, para quem sabe ele por sua vontade soberana encontrar em nós verdadeiros adoradores e que o adoremos em espírito e em verdade. Que a nossa adoração seja lapidada no fogo, assim como o ourives prova o ouro, precisamos provar as nossas intenções e motivações, quando se tratar de adorar a Deus.

Fazendo uma análise deste texto podemos ver que precisamos voltar ao primeiro amor, assim como Deus advertiu a Israel e Judá, para que retornassem de onde caiu. 2 Rs 17.13. Que voltassem aos estatutos que o Senhor havia mostrado ao povo por intermédio dos profetas. Assim Deus tem levantado homens de Deus e cheios do Espírito Santo para advertir o seu  povo no século XXI, mas muitos estão dormindo, ou vivendo cada vez mais obstinados a viver uma vida de desprezo e de descredito com a Palavra de Deus. 2 Rs.17.14.

Que Deus nos ajude a viver uma vida de verdadeiros adoradores, e que ele coloque em nós à intrepidez de viver a cada dia o Evangelho de Jesus Cristo e vivendo assim nós iremos oferecer a Deus uma verdadeira adoração.


Josias Sillva.

Javé Nissi.

ADORAÇÃO BÍBLICA


Recentemente li um artigo sobre adoração reformada do Dr. David Murray. (Revista os Puritanos 4-2009). É uma verdade quando ele escreveu em relação a o redescobrimento a verdade a respeito da adoração reformada. Não gosto muito de usar esse tema adoração reformada, prefiro e acho correto adoração Bíblica. Sei que os reformadores tem uma grande parcela de contribuição e muitos uma grande história destes na época da reforma teologica, foram homens de Deus, escrevendo e vivendo um evangelho e falando de uma adoração verdadeira uma adoração Bíblica. Só entendo quando se fala de adoração reformada, fala de uma adoração dos reformadores, como o alvo principal aqui é explicar sobre uma adoração Bíblica, prefiro este tema. O texto que foi colocado e exposto pelo Dr. D. M. está em Jo. 4.24 um texto bastante conhecido e que serve como cerne de muitos ministros e palestrantes deste tema “Adoração”.
Concordo quando o Dr. D. M. expressa que a reforma estancou no ponto referente às doutrinas da graça e não foi além, não progrediu para outra área, como por exemplo, a vida cristã e o culto cristão. Os cultos eu posso até chamar de rituais que algumas igrejas têm apresentado ao nosso Deus são meras apresentações (shows) e estão distantes de um culto ou de uma adoração Bíblica. Concordo também que a reforma plena e verdadeira atinge todas às áreas da plenitude de vida do cristão e da Igreja. O que temos visto com relação a vida cristã e o culto que tem aparecido nas mídias, são coisas eu disse coisas! “não culto” são coisas absurdas. neste texto foram analisados três pontos sobre a adoração reformada pelo Dr. David Murray.
Resolvi escrever sobre este tema e esse artigo, porque precisamos de homens de Deus de coragem para escrever sobre um tema tão importante para a nossa vida, como para a Igreja do Senhor Jesus hoje. Concordo em partes com o Dr. David Murray. Mas acredito que você ira me entender no final, pois esclarecerei o meu ponto de vista. Não discordo por completo do Dr. D. M, pois o que ele escreveu sobre adoração, se isso se tornasse uma realidade em nossa adoração, tenho plena certeza que a nossa adoração, seria uma adoração Bíblica. Ai você pode está se perguntando agora! Porque Josias diz que tem certeza se a igreja do Senhor viver esse artigo do Dr. D. M sobre adoração a nossa adoração iria ser uma adoração Bíblica e mesmo assim ele concorda em partes. Pois bem! Colocarei o texto do Dr. David Murray para você ler e no final dou minha opinião como compositor. Colocarei uma composição que Deus me deu e ai você tira suas conclusões. Minhas opiniões estarão entre “” e (). Vamos lá primeiro ponto do Dr. D. M.

I) A Historia da Reforma na Adoração Bíblica Quando os reformadores redescobriram o evangelho bíblico, eles também perceberam a necessidade da redescoberta da adoração bíblica. Quando perceberam a salvação em termos de glorificar a Deus, nos termos da centralidade de Deus, então perceberam que a adoração resultante disso também deve ser uma adoração centrada em Deus e que O glorifique. Os reformadores viam muitas coisas e acréscimos humanos colocados na adoração a Deus como os altares, as vestimentas, as velas, os outros sacramentos, incensos, etc. e para retornar a uma adoração centrada em Deus eles teriam de jogar fora todos aqueles acréscimos humanos. Martinho Lutero iniciou este processo. Zuínglio, Martin Bucer e Calvino continuaram depois dele. Cada um deles ia jogando fora mais e mais aquilo que pertencia à imaginação humana e trazendo mais e mais aquilo que era centrado em Deus. Eles entenderam que nesta área da adoração, a melhor forma de se centralizar em Deus era se centralizar na Palavra. Quando eles jogaram fora tudo que era feito pelo homem, isso deixou um vácuo a ser preenchido. Dentro deste vácuo eles tinham de colocar a adoração centrada na Palavra de Deus. Inicialmente vamos focalizar esta área dos cânticos de louvor. A Reforma passou por dois estágios na reforma dos cânticos na Igreja. Em primeiro lugar, Lutero foi o pai do cântico congregacional. Ele viu que por mais de mil anos na Igreja os cânticos estavam nas mãos dos corais, dos monges e das freiras e não nas mãos do povo de Deus. Uma das primeiras coisas que Martinho Lutero fez em 1524 foi introduzir na Igreja o uso do hinário. Lutero trouxe de volta ao povo de Deus o cântico congregacional. Eles não precisavam mais vir ao culto vendo-o apenas como uma forma de simples performance, mas eles vinham para participar. A segunda etapa foi com Calvino. Lutero restaurou o louvor congregacional, mas Calvino restaurou a cântico bíblico. Calvino via que na igreja primitiva, no início do Novo Testamento, a igreja cantava os salmos. Ele percebeu que o coração não apenas deve ser guiado pela Bíblia, mas que a adoração deve ser repleta de Bíblia e que o cântico na adoração bíblica não precisa apenas ser guiado pelos princípios bíblicos, mas deveria ser cheio de conteúdo bíblico. Então, Calvino reintroduziu o saltério na igreja de Cristo. Para Calvino a adoração a Deus deveria ser o encontro com a Palavra, a leitura da Palavra, a pregação da Palavra, o cântico da Palavra. Tudo tinha de ser centralizado na Palavra de Deus. Esta é uma breve história da reforma na adoração bíblica.

(“Este final explica o meu ponto de vista como compositor. Que a adoração a Deus deve ser.
O encontro com a Palavra.
A leitura da Palavra.
A Pregação da Palavra.
O Cântico da Palavra.

Vamos para o segundo ponto do Dr. D. M

II) A Regulamentação da Adoração Bíblica Todo cristão tem algum tipo de regulamentação acerca da adoração. Todo crente coloca uma linha (limite) em algum lugar no culto. De um lado da linha há uma adoração aceitável e do outro lado da linha uma que é inaceitável. Todos nós estamos de acordo que existem algumas coisas que são boas para o culto e outras que não devem existir no culto. A única questão é: Como e onde vamos colocar esta “linha” demarcatória? Qual a regra que vamos seguir para saber o que é aceitável e o que é inaceitável? Deixe-me dar algumas regras que são usadas em nossos dias. Todos nós temos alguma destas regras.
a. O PASSADO. “Sempre foi assim!”, muitos dizem. E se foi suficiente para as pessoas do passado, será bom para nós também hoje. “Nossos pais adoraram assim então, assim nós adoraremos”. Dessa forma o passado é a regra para o presente.
b. A PREFERÊNCIA. Esta a regra do que eu gosto, do que eu quero e do que eu acho agradável. Eu gosto assim; eu me sinto bem com isso; isso está de acordo com minha personalidade; é a minha preferência. (“Esse é um ponto que temos vivido em nossas igrejas hoje, é o que eu acho, não o que a Bíblia ensina”).
c. PRAGMATISMO. Isso funciona, atrai pessoas e é popular? Então, vamos fazer assim! Não fazer de outra forma, porque não seria popular e não atrairia as pessoas. Assim, nossa regra é o pragmatismo: o que funciona. (“Certa vez ouvi de um líder falando dessa forma, (é melhor o jovem estar troncho cantando aqui com agente, do que lá no mundão), e nesse grupo de jovens existia muita coisa pra atrair eles, menos ensino da Palavra de Deus. Que os jovens precisam estar perto de pessoas que tem o que oferecer disso eu não tenho duvida, mas ocupar eles com atividades populares dentro da casa do Senhor, sem ensinar as doutrinas bíblicas isso é muito Pragmatismo”).
d. PROIBIÇÃO. Tudo é permitido no culto desde que não seja explicitamente proibido na Palavra de Deus. Esse foi o princípio que Lutero usou. Ele basicamente disse: Se a Bíblia não proíbe as velas, então podemos usá-las e assim por diante. Então, se conclui, não havendo uma clara proibição, podemos
fazer. Bem, a Bíblia não proíbe em nenhum lugar a dramatização no culto, então pode-se usar o drama, o teatro e assim por diante. Eu diria que estas são as quatro regras mais usadas hoje pelas pessoas para saber o que devem fazer no culto. Mas a pergunta a ser feita é: Elas são Bíblicas? A resposta é: Não! Então, qual é a regra bíblica?
e. PRESCRIÇÃO. É a regra usada por Calvino que a descobriu na Palavra de Deus: Somente aquilo que é ordenado na Bíblia deve devem ser permitido e usado no culto a Deus. Verdadeira adoração é adoração ordenada nas Escrituras conforme a vontade de Deus. Se não for ordenado, não é autorizado. A Bíblia ordena dramatização, teatro, no culto? Não. A Bíblia ordena o uso de velas? Não. A Bíblia ordena o uso de vestimentas clericais? Não. Então, temos aqui a regra mais radical de todas. É o Princípio Regulador. Mas, de certa forma nós podemos dizer que todas aquelas regras são “princípios reguladores”. Todas elas regulam o culto. Então, todos nós temos algum tipo de princípio regulador. Assim a pergunta é: Será que este nosso princípio regulador é o Princípio Regulador da Bíblia? O Princípio Regulador bíblico, como podemos demonstrar, é a prescrição. Somente aquilo que foi rescrito e ordenado é permitido. Quando estamos considerando nossa adoração, é esta a pergunta que devemos fazer: Deus ordenou isso? Não devemos perguntar: Ele proibiu isso? Isso foi sempre feito assim? Gostamos disso? Também não devemos perguntar: “isso funciona?”. E assim por diante. Por que Deus fez assim com o culto? Em parte é porque temos corações pecaminosos e corruptos. Nossos corações não são confiáveis! E não podemos confiar em nossos corações para acharmos a forma correta de adorar a Deus. Por isso Deus nos deu direcionamento suficiente para que sigamos. E este direcionamento é uma direção externa a nós. Deus tem o direito de decidir como Ele mesmo quer que seja adorado. (“ Este ponto é bem preciso e certo, não podemos oferecer a Deus aquilo o que não esta prescrito, aquilo que ELE não ordenou”). Pense no presidente do Brasil. É ele quem decide como funciona seu governo, como as pessoas devem se aproximar dele. Ele decide o cerimonial para receber as pessoas. Se nós desejamos agradá-lo, então vamos seguir tudo aquilo que ele determinou. E se os governadores humanos fazem assim, quanto mais o Rei dos Reis e o Senhor dos Senhores. De onde tiramos isso na Bíblia? Vejamos em Levítico 10. 1-3: “Nadabe e Abiú, filhos de Arão, tomaram cada um o seu incensário, e puseram neles fogo, e sobre este, incenso, e trouxeram fogo estranho perante a face do SENHOR, o que lhes não ordenara. Então, saiu fogo de diante do SENHOR e os consumiu; e morreram perante o SENHOR. E falou Moisés a Arão: Isto é o que o SENHOR disse: Mostrarei a minha santidade naqueles que se cheguem a mim e serei glorificado diante de todo o povo. Porém Arão se calou” (Lv 10:1-3). Vejamos aqui a frase-chave, no final do v. 1: “o que lhes não ordenara”. Estes homens eram religiosos e adoradores; tinham boas intenções e provavelmente eram sinceros, mas fizeram o que não havia sido ordenado por Deus. E também em 1 Crônicas 15.13: “Pois, visto que não a levastes na primeira vez, o SENHOR, nosso Deus, irrompeu contra nós, porque, então, não o buscamos, segundo nos fora ordenado”.  Lembramos que aqui Davi e o povo de Israel tentaram levar a arca da aliança para Jerusalém e isto era uma coisa boa; estavam com muita sinceridade, tinham boas motivações. Mas eles não fizeram segundo as ordenanças de Deus. Por isso, quando Uzá tentou tocar na arca, Deus o matou. Assim eles disseram: não o buscamos, segundo nos fora ordenado”. Podemos ver a mesma coisa com o Rei Jeroboão e o Rei Uzias que foram castigados por terem adorado a Deus de uma forma que Ele não tinha ordenado. Deus tem nos dado muitas advertências sobre o que Deus nos fará se não respeitamos aquilo que Ele tem definido. Quando nós realmente abraçamos este princípio de que somente aquilo que Deus tem ordenado é legítimo no culto, o que sobra, então? A Confissão de Fé de Westminster que inclui estes dois textos citados, no 2º Mandamento da Lei e no Capítulo XXI, I (Do Culto e do Dia de Repouso), afirma: “Mas a forma aceitável de cultuar o Deus verdadeiro é instituída por sua própria vontade revelada, de modo que ele não pode ser cultuado segundo as imaginações e invenções humanas, nem segundo as sugestões de Satanás, sob alguma representação visível, ou por qualquer outra forma não prescrita na Sagrada Escritura” (CFW). Veja o que lemos aqui. Nós não podemos adorar a Deus usando ídolos ou qualquer outra forma não ordenada na Palavra. Mas alguém poderia dizer: “Eu nunca iria adorar a Deus com ídolos”. Mas aqui a Confissão de Fé de Westminster reúne o ensino bíblico sobre este assunto e diz que qualquer adoração que não encontra prescrição ordenada por Deus na Palavra, é idolatria. Não é que você está adorando ao Deus errado, mas a questão é que você está adorando a Deus de forma errada; de uma forma não ordenada nas Sagradas Escrituras. Então, podemos usar isso também na área do louvor, nos cânticos, porque podemos e devemos aplicar este princípio a todas as áreas do culto. Do início até o fim, Deus tem ordenado esta área ou aquela; Ele ordena isto e aquilo. E nos cânticos de louvor, o que Deus nos ordenou a usar? Segundo o pensamento dos reformadores, Deus nos ordenou o cântico dos Salmos. No Velho Testamento temos exemplos dos Salmos sendo cantados, mas também no Novo Testamento. Por exemplo, Colossenses 3.16 ― “Habite, ricamente, em vós a palavra de Cristo; instruí-vos e aconselhai-vos mutuamente em toda a sabedoria, louvando a Deus, com salmos, e hinos, e cânticos espirituais, com gratidão, em vosso coração”. Vemos também isso em Efésios 5.19. À primeira vista, vendo estes versículos você pode dizer: “Então eu posso cantar não apenas Salmos, mas outros hinos e cânticos também”. Temos duas coisas a dizer em resposta a esta afirmação:
1. OS TÍTULOS DOS SALMOS DO VELHO TESTAMENTO Primeiro, vejamos os títulos dos Salmos do VT. Eles são traduzidos em grego (na Septuaginta) usando estes três títulos colocados nestes versículos citados. Quando Paulo está falando deste cantar os “salmos, cânticos e hinos espirituais”, ele está se referindo ao livro de Salmos que contém “salmos, hinos e cânticos espirituais”. Esta expressão, “cânticos espirituais”, significa cânticos do Espírito Santo ― Cânticos inspirados pelo Espírito Santo. Pelos títulos dos Salmos, nós entendemos que Paulo está dizendo: “Salmos, Salmos e mais Salmos”.
2. EXEMPLO DO NOVO TESTAMENTO A segunda coisa é o exemplo que temos no NT. Por exemplo, Mateus 26.30: E, tendo cantado um hino, saíram para o monte das Oliveiras”. Veja: “... tendo cantado um hino”. Aqui Jesus estava sentado com seus discípulos na última Ceia Pascal e na primeira mesa da Santa Ceia. Aqui mais uma vez hino, no grego, significa Salmo. Naquela época, esta era uma prática bem conhecida na igreja judaica. Quando os judeus estavam celebrando a páscoa, eles cantavam os hinos pascais. Esses hinos pascais nós os encontramos dos Salmos 113 ao 118. Jesus cantou com seus discípulos estes hinos. Um comentarista disse que o canto destes Salmos de Hallel, por Cristo e seus discípulos na noite da Sua traição, marca o momento no qual o saltério passa da antiga dispensação para a nova dispensação, porque acompanhou a última celebração da páscoa e a primeira celebração da Santa Ceia do Senhor. Neste versículo Jesus está dizendo que estes mesmos Salmos do Antigo Testamento são adequados e suficientes no Novo Testamento. Então, como vimos antes, no Velho Testamento nós temos prescrição e exemplo. Mas também no Novo Testamento nós temos prescrição e exemplo. Vemos, portanto, como os reformadores restauraram o Princípio Regulador do culto. Sendo assim, o culto precisa ser algo ordenado hoje. Recentemente li uma citação de Ray Lanning que é um perito reformado neste assunto de culto e ele dizia: “Das muitas mudanças implementadas pelos reformadores, nenhuma foi mais dramática do que a mudança do culto público”. Calvino disse: “Todo serviço a Deus que é inventado pelo cérebro do homem na religião de Deus sem o Seu expresso mandamento é idolatria”. Estas palavras são bem sérias.

Este segundo ponto é onde está o que eu quero dar a minha opinião. Mas vamos agora para o terceiro ponto e no final me explico.

III. As Razões do Culto Bíblico Por que tudo isso é importante? Por que estamos enfatizando estas coisas? Por que Deus deseja assim?
Simplicidade Primeiro, porque seguindo este padrão bíblico, conseguiremos ter simplicidade. Todas as decisões sobre o que deve existir no culto se tornam tão simples. Não importa quantas pessoas, sejam elas jovens ou velhas, cheguem dizendo: “Esta é uma ideia ótima para o culto”. Nós não precisamos consultar o passado, não precisamos perguntar se isso vai ser popular, não precisamos perguntar se isso vai funcionar, não é necessário procurar na Bíblia para ver se há uma proibição, mas simplesmente perguntar: “Isso foi ordenado? Isso é requerido?”. Simplicidade! Realmente isso iria simplificar de forma impressionante os cultos de adoração nas igrejas.
Espiritualidade Uma segunda razão é a espiritualidade. A igreja Católica Romana chegou a ter um sistema de culto tão complexo que o povo ficava assistindo apenas aquilo que é externo na adoração. Eles esqueceram que Deus quer ver nosso coração e que é necessário que o culto seja espiritual. Quanto mais tornamos complexo nosso culto, mais externo, mais exterior ele se torna. Mas se tiramos tudo que apela aos nossos olhos e nossos sentidos, nossa visão, nosso tato, então chegarem a ter algo bem simples e assim podemos nos focar no coração e não naquilo que está lá fora. Por isso os reformadores pintaram de cal todas as igrejas, por dentro e por fora. Tiraram todas as janelas com seus vitrais coloridos; aboliram todas as vestimentas clericais; todos os incensos e sinos; tudo que impressionava os olhos. “Vamos simplificar”, eles disseram “para que o povo possa novamente adorar de coração. Isso melhora a espiritualidade”. Já participei de cultos onde a adoração era bem extravagante, bem impressionante aos olhos e aos ouvidos. De fato isso tem sido demasiado para ser provado, vivenciado. Nestas adorações os sentidos têm sido tão estimulados que nos faz perguntar se aqui está sendo realizado um culto que parte do coração.
Unidade A terceira razão é a unidade. Qual é a consequência quando as pessoas estão seguindo várias regras quanto ao culto? A consequência é a divisão da igreja de Cristo! Cada igreja faz aquilo que agrada aos seus próprios olhos. Um dia você entra em uma igreja, outro dia em outra igreja, e percebe uma diferença enorme entre elas. Uma diferença tão grande que estas igrejas nunca chegarão a se reunir para adorar juntas. Todas aquelas regras não bíblicas têm levado a Igreja às chamadas guerras litúrgicas. Imaginemos se todas as igrejas no Brasil fechassem as suas portas e tivessem uma reunião a portas fechadas. Dissessem: “Vamos abrir a Bíblia e, baseados na Palavra de Deus, vamos decidir o que Deus ordena para estar presente em nossos cultos; se acharmos alguma coisa que é ordenada na Bíblia, isso estará presente; se não acharmos uma ordenança para determinada coisa, isso fica fora”. Não temos dúvida de que muitas coisas seriam colocadas fora. Mas, imaginemos se depois dessa decisão as portas fossem abertas e todos se reunissem para uma adoração conjunta. Todos eles estariam no “mesmo script”. Talvez isso requeresse algum tempo, mas todos chegariam ao mesmo ponto. Isso uniria as igrejas de forma extraordinária e impressionante. Impressionaria o mundo, também. Isso impactaria o mundo mais do que nossas divisões estão fazendo.
4º) A glória de Deus Uma quarta razão é a glória de Deus. Se nós dissermos: “Nós não somos confiáveis para dizer o que é apropriado para o culto; só Deus tem o direito de dizer o que é legítimo na adoração e eu me submeto a tudo aquilo que Ele ordena”, o que isso me diz? Diz que Deus esteja em seu trono e eu esteja no pó! Isso dá a Deus todo o seu direito e nos torna seus servos. Assim Deus é glorificado. Mais uma vez vamos nos focar apenas nos Salmos.
1) Podemos cantar os Salmos a Cristo. Quando lemos a palavra “Deus” ou “Senhor” ou “Rei”, nos Salmos, podemos cantar estas coisas a Cristo o Senhor, Cristo o Rei. Seus títulos e seus nomes se acham em todos os Salmos. Cristo o Criador, Cristo o Provedor, Cristo o Guia, Cristo o Defensor, e assim por diante... Então cantaremos estes Salmos de uma forma trinitariana.
2) Em segundo lugar podemos cantar os Salmos de Cristo (acerca de Cristo). Quantos salmos estão profetizando sobre a vinda de Cristo a este mundo? Fiz uma lista rápida. Veja o Salmo 45.6 que fala da divindade de Cristo; Salmo 2.7 que diz que Ele é o Filho eterno; o Salmo 8.5 fala da encarnação de Cristo; os ofícios de Cristo como mediador no Salmo 40.9-10 e Salmo 110.4; Salmo 41.9, que fala da traição do Senhor; o julgamento de Cristo no Salmo 35.11; a rejeição de Cristo no Salmo 22.6; o sepultamento e rejeição de Cristo no Salmo 16. 9-11; a ascensão de Cristo no Salmo 47.5; a segunda vinda de Cristo no Salmo 50.3-4. Como pode alguém dizer que Cristo não está nos Salmos? Está ou não está? Muitos têm a vista curta. Todos os Salmos que estamos entoando, cantam Cristo. Nós cantamos a Cristo e nós cantamos de Cristo.
3) Em terceiro lugar cantamos por meio de Cristo. Quando estamos oferecendo um culto a nosso Deus, devemos oferecê-lo pela mediação de Cristo.
4) Em quarto lugar cantamos com Cristo. Que hinário Cristo usava quando esteve neste mundo? Ele usava o livro de Salmos. Isso era o maná da Sua alma. Esses foram os cânticos que sua mãe o ensinou a cantar. Foram os cânticos que Ele tinha na memória quando estava na Sinagoga; foram estes os cânticos que gradativamente lhe revelavam todas as implicações do seu trabalho como Mediador. Portanto, vemos que em momentos críticos e importantes de sua vida, estes Salmos surgem em seu coração. Estes Salmos edificavam sua própria alma. O primeiro Salmo que uma mãe judia ensinava a seu filho era aquele que dizia: “Em tuas mãos entrego o meu espírito”. Quais foram às últimas palavras que saíram da boca de Jesus? Veja o Salmo 22 e o 69. Eles nos revelam tudo que estava se passando na mente e no coração de Jesus quando ele estava morrendo. Os Evangelhos nos revelam e relatam muitas coisas dos sofrimentos externos de Cristo, mas não chegam a nos informar aquilo que estava se passando no seu coração. Mas os Salmos nos informam disso. Mil anos antes do evento da morte de Jesus estes Salmos profetizam e nos predizem os pensamentos, temores e desejos que encheram o coração de Jesus. Então, quando estamos cantando os Salmos guardemos em nossas mentes o fato de que Cristo cantava estes Salmos, o Senhor meditava neles. Onde e quando Cristo cantou estes Salmos? Como Ele cantou estes Salmos? Você não teria muito prazer e gozo em ouvir o próprio Cristo cantando estes Salmos? Por exemplo, não seria prazeroso ouvi-lo cantando as palavras do Salmo 118.17-19? “Não morrerei, mas viverei; e contarei as obras do SENHOR. O SENHOR me castigou muito, mas não me entregou à morte. Abri-me as portas da justiça; entrarei por elas, e louvarei ao SENHOR”. Veja o Salmo 69. 19-21: “Tu conheces a minha afronta, a minha vergonha e o meu vexame; todos os meus adversários estão à tua vista. O opróbrio partiu-me o coração, e desfaleci; esperei por piedade, mas debalde; por consoladores, e não os achei. Por alimento me deram fel e na minha sede me deram a beber vinagre”. São palavras muitíssimo emocionantes. Procure pensar em Cristo cantando estes cânticos no culto doméstico e em particular. Lemos de Cristo saindo à noite para o deserto para orar e clamar a seu Pai. Não teria Ele usado destas palavras em seus lábios santos? Não teria cantado estes cânticos com todo sentimento e paixão? Jesus cantava aquilo que Ele mesmo iria experimentar. Como Ele os cantou? Quando Ele os cantou? Ele era o Salvador dos Salmos. Que privilégio podermos tomar estes mesmos cânticos em nossos lábios e podermos cantar com Cristo como Ele cantou. Ele cantou assim e nós cantamos também. Nós cantamos a Ele, nós cantamos Dele, cantamos por meio Dele e com Ele. Deixe-me encerrar com algumas colocações finais:
1) Por que fazemos o que fazemos? Qualquer que seja o modo de nosso culto é preciso que entendamos o porquê estamos fazendo assim. Não é suficiente dizermos que sempre foi feito assim ou que todo mundo faz assim ou que nos agrada fazer assim, porque isso não é uma defesa contra a corrupção do nosso coração. A única defesa contra a corrupção do nosso culto é o seguinte: Isto Deus tem nos ORDENADO! Segure, entenda, examine e aplique este princípio e seja capaz de defender toda a parte da sua adoração à luz deste princípio.
2) Adore de verdade. Uma coisa é dar uma palestra sobre adoração. Uma coisa é lermos muitos livros sobre adoração, e podemos até nos tornar peritos no assunto de adoração. Mas você sabe adorar? Você se dobra a Deus? Em sua vida há uma adoração real, de coração a coração, ao seu amado Salvador?
3) Vamos ter a coragem de fazer uma reforma em nosso culto se assim for necessário. Lembram-se do que Jesus disse em Mateus 15.8-9: “Este povo se aproxima de mim com a sua boca e me honra com os seus lábios, mas o seu coração está longe de mim. Mas, em vão me adoram, ensinando doutrinas que são preceitos dos homens”. Notem que não são os preceitos de Deus, mas de homens. Ele diz: “em vão me adoram”. Então, vamos ter a coragem de fazer uma reforma na adoração.
4) Vamos tentar persuadir outras pessoas. É esta a palavra correta: PERSUADIR. Mas não vamos agir de forma a destruir igrejas, mas usar de gentileza, de sabedoria, de forma gradativa, tentando ganhar as pessoas, tendo paciência com elas porque por muitas vezes elas foram abençoadas com outros hinos e corinhos em suas vidas. Você não deve esperar que de uma forma súbita elas entendessem tudo isso. De uma forma gradativa vamos introduzindo mais e mais um culto bíblico. Um puritano, William Romaine, disse: “Eu sei que esta adoração é um ponto que dói, por isso eu vou tocar nele de uma forma muito delicada, com a maior gentileza que eu posso, na esperança de fazer algum bem”. Ninguém se achega a um ferimento para magoálo no intuito de curar. Mas vai, como uma mãe ou uma amável enfermeira, com muita habilidade, limpando e cuidando lentamente. Mantenha sempre na mente o grande ropósito: Não apenas uma igreja pura e purificada, mas uma igreja unida e cheia de amor. Existem duas formas eficazes para se persuadir e que são muito melhor do que todas as palestras que você possa dar:
(a) Cante os Salmos com alegria no coração.
(b) Se você é pastor pregue os Salmos. Se olhar para trás, para a história do culto bíblico, verá a época quando os Salmos caíram em desuso e que essas épocas também coincidiram com o momento quando não se tinha a pregação de Cristo nos Salmos. Quando você estiver pregando Cristo nos Salmos será muito mais fácil persuadir o povo a cantar os Salmos para Cristo.
5) Em último lugar. Toda nossa adoração deve ser uma antecipação do céu. Deve ter um sabor do céu vindouro. Esse é o grande fim da adoração, nos levar ao céu e até trazer o céu até nós. Naquele dia quando não houver mais nenhuma divisão e nenhum argumento restar, todo propósito da adoração aqui na terra deve ser para nos dá um pequeno sabor do céu vindouro. Esperamos e oramos que esta seja nossa experiência. Transcrição da palestra proferida por Dr. David Murray na Sala de Leitura da CLIRE e do Projeto Os Puritanos em Recife e repetida no Simpósio Os Puritanos em Maragogi/AL/2009.

Perguntas e respostas feitas após a palestra em Recife
1ª Pergunta: Na Bíblia existem outros cânticos. O de Maria, o de Ana, o de Simeão, nas cartas de Paulo, em Apocalipse e outros locais. Muitos argumentam contra Salmodia exclusiva afirmando que estes hinos eram cantados, e não eram Salmos. O que dizer deste argumento?
Resposta: É sempre bom, em todas as áreas da vida, começar com um princípio e depois tratar dos casos mais difíceis. Mas, por exemplo, no caso do aborto, muitas pessoas começam este tema com os casos mais difíceis como incesto e estupro e concluem que devemos praticar aborto livre (para evitar esta gestação indesejada). Elas não começam com um princípio e, à luz deste princípio, olham para os casos mais difíceis. Então, a primeira pergunta a ser feita é: Isto é um princípio bíblico? Se for, então devemos começar por ele e depois olhar tudo à luz deste princípio; olhar os casos mais difíceis à luz deste princípio. Não devemos olhar para os casos difíceis e jogar fora o princípio. Como nós devemos ver estes cânticos que as pessoas alegam serem cânticos das Escrituras e que não são Salmos? Primeiro, eu acho que muitos dos cânticos que as pessoas alegam serem cânticos na verdade não são cânticos. Por exemplo, em Filipenses 2:6-11, nada indica que seja um cântico, apenas os comentaristas dizem que é um cântico. Em segundo lugar, o cântico de Maria e o cântico de Simeão, foram realmente cânticos de louvor inspirados, mas nunca foram usados no louvor público a Deus. O princípio do qual estamos mencionando fala do culto público, onde Deus é adorado de uma forma organizada e formal. Este princípio não diz que as pessoas, em seus momentos devocionais particulares, não possam cantar cânticos de louvor a Deus que surgem de seus próprios corações. Não há evidência de que os cânticos de Maria e Simeão tenham sido usados de uma forma geral na igreja primitiva. Há uma ou duas evidências do uso do cântico de Maria na literatura da igreja primitiva, mas considerando a grande quantidade de literatura existente, isso não é considerado como menção.
2ª Pergunta: O que dizer de pastores que usam o livro de Apocalipse e o louvor no céu como modelo de louvor para nós hoje na igreja? Apocalipse é um princípio que devemos usar?
Resposta: Aqui há uma diferença grande. Há uma diferença entre o céu e nós. Usar a adoração celestial como modelo para nós hoje é um pecado. O que é seguro para ser permitido no céu, talvez não seja seguro para ser permitido aqui na terra. Se no céu só existe santos perfeitos e glorificados, é muito mais seguro dar a eles liberdade para cantarem o que eles desejam. É muito mais seguro dá-lhes esta liberdade no céu do que a nós na terra. Se a nós, que temos corações pecaminosos, nos for dada esta liberdade, veremos exatamente o que tem sido visto no mundo inteiro. Esta é uma diferença muito grande e sem paralelo.
3ª Pergunta: Qual o princípio que está por trás do uso de trechos da Escritura para fazer cânticos de louvor? Devemos ver isso como fogo estranho?  Resposta: Tenho duas respostas que desejo dar a este tipo de pergunta. Em primeiro lugar, a Bíblia contém cânticos que Deus nos deu para que cantemos, e todo o resto da Escritura está lá para lermos e pregarmos. Mas o preceito para o louvor, tanto no VT como NT, é o cântico dos salmos. Então, se apenas algumas partes das Sagradas Escrituras nos foram dadas para cantarmos, isso não significa que todas as suas partes nos foram dadas para cantarmos. Então, perguntamos, é fogo estranho cantarmos o cântico de Maria no culto público? Acho que devemos ver as coisas de uma forma escalonada (gradação). Por exemplo, vejamos o caso do homicídio. Matar alguém é errado. Mas se você mata cem pessoas, isso é bem pior. E matar mil pessoas é mais grave ainda. Aos olhos de Deus algumas coisas são vistas de forma mais grave do que outras. Vejamos nossas roupas. Uma das recomendações da Bíblia é a modéstia no trajar. Vejamos uma escala. De um lado da escala há uma pessoa que se veste perfeitamente modesta, e do outro lado da escala há alguém que nem vestiu qualquer roupa, mas entre estas duas pessoas há alguém que está no meio. Vendo isso, vamos considerar a questão do culto. De um lado há um culto perfeito e nenhum de nós chegou a este ponto nesta terra. Olhando na direção da escala da perfeição, vemos no outro lado o bezerro de ouro ou o lado de Nadabe e Abiú. Isso é fogo estranho! Mas há um espectro muito grande entre os dois extremos. Todos nós estamos em algum lugar nesta escala e estamos tentando nos aproximar mais e mais do culto perfeito. O fato de você não chegar do lado perfeito da escala, isso não significa que seja fogo estranho. Eu teria muita relutância em usar esta terminologia. Mas onde eu teria uma preocupação a enfatizar é que se você realmente souber o que é errado e mesmo assim faz e continua a fazer, isso é muito grave. Muitas pessoas, por ignorância não estão tão adiantadas nesta escala e eu não devo me aproximar destas pessoas e dizer: é fogo estranho! Devemos de uma forma gentil, sábia, num primeiro tempo, tentar empurrá-las no sentido da perfeição e chamar outros a fazer o mesmo. Há casos difíceis. Se eu tivesse dado esta palestra na Escócia ou nos Estados Unidos eu teria recebido as mesmas perguntas. Todos nós sabemos quais os casos difíceis. Mas não devemos deixar estes casos difíceis nos desviar a atenção da necessidade maior de aplicar os princípios bíblicos.
4ª Pergunta:
Quando nos convidam a visitar uma igreja que tem um culto que não é bíblico, do que devemos participar? Como participar dos hinos, das orações e leitura da Palavra? Resumido, quando nos convidam a visitar uma igreja e esta é uma chance que temos de levá-las à nossa igreja como retribuição à nossa visita, como devemos participar deste culto não bíblico? Resposta: Esta é uma pergunta difícil. Depende de onde estamos e onde eles estão na escala. Vinte anos atrás eu passei um período de um ano no leste europeu. Eu estava ajudando o pastor numa congregação bem remota na Hungria. Um grupo de garotas estava chegando para um retiro em um convento católico romano, perto dali. Estas jovens disseram que poderiam participar do nosso culto naquele dia se, no outro dia, nós participássemos na adoração com elas. Nossos jovens e eu pensamos: “Isso parece ser muito bom”. À noite elas participaram conosco no culto e durante todo o culto pregamos a graça de Deus. Nenhuma obra, nenhuma obra, nenhuma obra...! Somente Cristo... Somente Cristo...! Estávamos ali martelando estas verdades. Mas no outro dia, ao amanhecer, logo pensamos: “Puxa, temos hoje de ir à capela católico-romana”. Então, todos nós fomos lá constrangidos e nunca vou me esquecer da sensação que tive logo ao entrar, porque vi que teria de pregar debaixo de um enorme crucifixo dourado. Havia imagem de Maria, de José e, em todo lugar, havia uma imagem deum santo. Percebi que havia tomado a decisão errada, pois a Bíblia nos diz que devemos fugir da idolatria. Então, todos devemos nos perguntar: Será que podemos chegar a este nível de sertão ofensivos a Deus? Há um versículo que acredito ser relevante aqui: Mateus 15:8-9. “Este povo se aproxima de mim com a sua boca e me honra com os seus lábios, mas o seu coração está longe de mim. Mas, em vão me adoram, ensinando doutrinas que são preceitos dos homens”. Veja que há duas coisas erradas com este culto. Um culto que não tem coração e não tem ordenanças (prescrições) divinas. Eles tinham adoração somada às ordenanças dos homens. Deus está dizendo aqui: “Era melhor fecharem suas bíblias e voltarem para casa porque sua adoração é vã”. Esta pergunta deve estar sempre em nossas mentes: “Como isto pode me parecer algo muito bom ou lindo?”. Esta não é a pergunta correta e sim: “Isto é bom aos olhos de Deus?”.

Bom, chegamos ao final e escrevi antes que iria me explicar sobre o que eu não concordei. Sei que o texto acima expressado foi com relação ao culto publico, mas vou colocar uma canção que Deus me deu quando estava refletindo em sua Palavra em Romanos 5.

Justificados

Ser justificado por meio da fé
Me fez ter paz com meu Deus.
Me transportou da ira, para a graça de Deus.
Agora a esperança para mim
Em lugar de sofrimento e julgamento
E de uma tremenda incerteza
Agora Justificado em Jesus
Eu posso confiar no amor de Deus por mim.

A alegria agora reina em mim
Pois agora justificado tenho paz com Deus
Por meio de Jesus Cristo Rei.
E o seu amor foi em mim derramado
Pelo seu Santo Espírito.

Analise:
Rm 5.1 (A Justificação me tirou da ira e me colocou na paz com Deus).
Rm 5.2 (agora a esperança começou a fazer parte de minha vida).
Rm. 5.5 (O Amor de Deus foi derramado em nós)
Rm. 5.10 (agora temos paz com Deus).
Rm. 5.5 (No final da letra concluo falando do amor de Deus através do Espírito Santo derramado em nossos corações).
Está aqui uma canção que Deus me deu, e esta canção fala da grandeza e do amor de Deus por nós, como eu posso dizer que isso não é um salmo de louvor a Deus. Se eu passar essa canção para a igreja e juntos louvarmos esta canção, será que não estamos louvando a grandeza e o amor Deus? Reconhecendo o amor de Deus o sacrifício de Jesus, e a ação do Espírito Santo em nossas vidas? Estaríamos adorando e louvando a Deus, por seu amor derramado em nós, isso tenho certeza. Pois estamos louvando o que a Palavra de Deus está dizendo, que antes éramos inimigos de Deus e sem esperança, mas com a morte do nosso Salvador e o derramamento do Espírito Santo em nossas vidas, agora temos paz com Deus. O que precisa mudar? É que são alguns compositores que se dizem cristãos e que louvam a Deus. Compõem porcarias e dizer que são músicas dadas por Deus, são letras jargões que memorizam e dizem ser canções de louvor a Deus. Ai entra aquela questão que falei lá no início.
As canções tem que estar cheias da Palavra de Deus.
O encontro com a Palavra.
A leitura da Palavra.
A Pregação da Palavra.
O Cântico da Palavra.
Não basta escrever um jargão e ficar repetindo varias e várias vezes, sou apaixonado, sou apaixonado, sou apaixonado, enquanto Deus não procura apaixonados. Deus procura verdadeiros adoradores e que o adorem em Espírito e em Verdade. Espero que tenha me explicado direitinho. Mas é isso amei essas colocações do Dr. David Murray. E repito o que eu escrevi no inicio, se cantássemos só os salmos, com certeza o nosso louvor seria diferente, mas creio que Deus tem levantado compositores reformados, que se preocupam com uma adoração bíblica, e creio que esse quadro de jargões mudará, se nós como compositores, que temos o prazer de ministrar em nossas canções o que a Palavra diz. Creio que os louvores de nossas igrejas irão ser reformados pela Palavra de Deus. Amém.

Que Deus nos ajude a cantar a Bíblia a Palavra de Deus.

Josias Sillva.
Javé Nissi.

Louvor



Qual o significado de louvor?
O louvor no Antigo Testamento é basicamente definido por três palavras:
-          Barak (bendizer)
-          Yadah (dar graças)
-          Balal (aleluia – louvai ao Senhor)
 
2-                 A quem então devemos louvar?
·          Somente ao Senhor nosso Deus
·          Não devemos louvar-nos a nós mesmos (2 Coríntios 10:12)
 
3-                 Porque devemos louvar?
·          Porque Deus é bom (1 Crônicas 16:34)
·          Para exaltar o poder de Deus (Salmo 21:13; Salmo 103:1-5)
·          Para que os demônios saiam (1 Samuel 16:22-23)
·          Para se fazerem conhecidas as obras de Deus (Salmo 105:1-3)
·          Para nos apresentarmos ao Senhor (Salmo 100:4)
·          Porque Deus habita nos louvores (Salmo 22:3)
 
4-                 O que acontece quando louvamos?
·          O inferno estremece e os demônios se abalam (1Samuel 16:22-23)
·          Nosso coração se enche de alegria (Salmo 100:1-2)
 
5-                 Como devemos louvar?
·          Voluntariamente (Juízes 5:2)
·          Com instrumentos e cânticos (Salmo 33)
·          Com palmas e voz de triunfo (Salmo 47:1)
·          Louvai com danças (Salmo 150:4)
·          Em Ações de Graças (Salmo 147:7)
·          Com sacrifícios, que é o fruto dos lábios que confessam o seu nome (Hebreus 13:15)
·          No seu santuário (Salmo 150)
·          De todo o meu coração (Salmo 9:1-2)
 
6-                 Quando devemos louvar?
·          A todo tempo (Salmo 34:1)
 
7-                 Quem deve louvar?
·          Eu e você (Salmo 71:22)
·          Os anjos (Salmo 148:2)
·          Os astros celestes (Salmo 148:3)
·          Tudo o que vive (Salmo 150:6)
 
8-                 E se eu e você não quisermos louvar?
As pedras clamarão em nosso lugar (Lucas 19:36-40)

Josias Sillva.

Javé Nissi.

Por que as músicas de qualidade, em sua maioria, são as mais antigas?

Essa dúvida que nos assalta parece ter várias respostas, mas vou tentar ser o mais genérico e objetivo possíveis. Por que será que, se quisermos encontrar músicas com letras verdadeiramente bíblicas e que contém mensagens que realmente falem aos nossos corações, "como se Deus [por elas] rogasse" (2 Coríntios 5.20), temos que apelar para as músicas antigas? Por que as canções não são mais como antigamente?

1º) Por causa da liberalidade dada a todo mundo, de escrever alguma coisa que será aceita ou suportada por todos: se as pessoas escrevem e cantam o que querem, e todos aceitam (ou a grande maioria) de bom grado, a tendência é que isso se prolifere. Já vi casos de pessoas cantando verdadeiras heresias, e as pessoas darem "aleluias" e "glórias", alimentando assim o ego e a certeza de que esses cantores estão cantando as "verdades" bíblicas.

2º) Porque estão cantando para os homens, e não para Deus:  no momento que eu deixo de glorificar a Deus com a letra da minha música, o meu loivor não subirá, e portanto, será para os homens, quem estiver escutando. Além disso, a grande parte das músicas atuais tem como centro o homem: "EU posso", "EU te amo", "EU te quero", "EU declaro", "EU possuo", "quero o que é MEU", ".ME abençoe", "ME dê vitória", "VOCÊ não pode desistir", entre muitas outras manifestações do egocentrismo (o ego como centro) e do antropocentrismo (o homem como centro). Será que Deus não deve ser o centro de nossas vidas, de nossas almas, de nossas igrejas e de nossas canções? E Ele tem sido?

3°) Porque as músicas de antigamente falavam das coisas mais importantes: o que tem sido mais importante para você? Ser abençoado por Deus, ou servir ao Deus das bênçãos? Amar a Deus sobre todas as coisas ou amar algumas coisas de Deus? As músicas de hoje retratam a perda da prioridade das coisas de Deus. Doutrinas e ensinamentos como salvação, o evangelismo, o amor de Deus, não são mais cantados ou produzidos em nossos dias. Ou melhor, a Bíblia não está sendo mais a fonte dos compositores. É mais algo a ver com o sentimento, com as emoções. Isso é uma vergonha para a nossa geração! Nossos compositores estão distanciando seus talentos da Palavra de Deus! Não estão tendo prazer na Palavra! O salmista diz: "Os teus decretos são o tema da minha canção em minha peregrinação" (Salmo 119.54). Não seria a Bíblia aquilo que deveria nos dar maior prazer? O puritano Thomas Watson disse, sobre a Bíblia: 
“Que grande misericórdia de Deus, pois não somente nos dá a conhecer sua vontade, mas a deu por escrito”.

Eu poderia citar muitos outros motivos e causas aparentes desse nosso problema, mas prefiro ficar por aqui. Espero que nos envergonhemos de cantar músicas egoístas. Espero que abandonemos a prática de dar crédito a músicas que nada tem de bíblicas, mas são apenas poesias cantadas que alimentam o nosso ego, e nos levam a um comodismo tal que faz com que vivamos a vida cristã baseada em músicas. Espero que o meu leitor não esteja chegando a tal ponto...

Para a glória de Deus,
Douglas.

O DESAFIO

O DESAFIO
Parte 1

O tema de nossa reflexão parece tema de um filme de ação. Quero lhe dizer que não é um tema de filme, mas um tema para a vida real. Um tema para nossa realidade no século XXI. Antes de desafiar a você, deixa eu te falar de um desafio que me foi feito há alguns anos atrás. Vivia em uma igreja grande, onde era líder de um departamento de musica, chegava cedo, ligava todos os instrumentos, cobrava de quem chagava atrasado, de quem não tocava direito, tinha uma vida muito ativa na igreja. Minha vida particular vivia um caus. Pois recentemente havia me voltado a servir a Deus, com alguns anos na igreja, logo me colocaram como líder de musica, porque era um bom músico, estudava muito música na época. Era o cara da época. Voltando a minha vida, eu tinha alguns problemas financeiros, conjugal e pessoal. O pessoal porque estava vivendo uma dos maiores dilemas que um músico pode viver. Como vou sobreviver de música na igreja, pois só sei fazer música não me vejo fazendo outra coisa. Havia decidido viver de música logo na adolescência, passei a maior parte da juventude tocando na noite, em bares eventos etc. quando Deus decidiu que o meu tempo no mundo havia acabado, me incomodou de tal maneira, que não tive como resistir o seu chamado. Voltei me tornei membro da igreja, logo líder de um departamento, mas ainda existiam muitas coisas a se resolver na minha vida. Passei por vários processos no departamento de musica para madurecer minha fé. Graças a Deus, pois estava firmado em Cristo, eu sentia a necessidade de viver esse amor cada dia de minha vida, quanto mais louvava, trabalhava na obra do Senhor eu sentia dentro de mim que faltava alguma coisa. Isso me incomodava muito, muitas vezes terminava o período de louvo, eu estava chateado, pois eu achava que Deus não tinha recebido o meu louvor. Isso doía demais o meu coração. Comecei a orar a Deus, e pedir “Senhor me ajuda, me ensina a te servir, onde estou errando?” Recebi um convite para sair do estado de Pernambuco para o Mato Grosso, foi onde tive um encontro pessoal com o Senhor Jesus, sabe aquele versículo, antes só te conhecia de ouvir falar, mas agora os meus olhos te veem, por isso me abomino e me arrependo no pó e na cinza. (Jó 42.5,6). Ao chegar à cidade me espantei com a realidade que vi, uma cidade rodeada pela floresta amazônica, muita poeira, um povoado distante de tudo. Os primeiros meses foram difíceis demais pra mim, pois como Deus havia aquecido o meu coração, pra sair de uma capital, para morar dentro do mato? Como eu poderia viver em um lugar como aquele. Se em uma capital já era difícil para eu viver com musica, imaginem em uma cidade de pouco mais de 10 mil habitantes. Isso estava ficando cada vez mais complicado. Já sem esperanças e sem perspectivas futuras, o que fazer em um momento como esse?



O DESAFIO
Certa noite, sentado na varanda da casa pastoral, conversando com o pastor, me veio à pergunta. Como você está? Como esta se sentindo bem aqui na cidade? É plano de Deus você aqui? Fuuuuuuu... Suspirei fundo e respondi. Como é plano de Deus, pois não sei nem o que vim fazer aqui? Estava perdido.

Foi-me feito um desafio, busque a Deus, se você esta perdido busque a Deus, leia a Palavra de Deus lá você encontrará a resposta. Amado não é fácil quando estamos passando por momentos de dificuldade, ler a Bíblia, não é fácil louvar a Deus no momento da adversidade, não é fácil orar a Deus quando estamos achando que tudo está perdido. Comecei mesmo sem forças a estudar a Palavra de Deus, aquele homem que vivia tão ativo na igreja, correndo pra um lado e pra o outro, pra que tudo estivesse em ordem na hora do culto, já não mais existia, só existia a cabeça fervendo e perguntando, Senhor o que queres de mim? O espirito Santo começou a me guiar nas cartas de Paulo e ali comecei a ter um encontro verdadeiro comigo mesmo e com o Senhor. Comecei a entender aminha natureza pecadora e pude ver o quanto eu vivia distante da gloria do Senhor. Tanto ativismo, tanto corre-corre não me levou a tão perto de Deus como um quarto a sós com ELE. Começou um desafio entre a carne e o espírito, comecei a entender que aquilo que eu queria fazer não conseguia, mas o que eu não queria fazer isso eu fazia, meu Deus como vencer essa batalha?

Comecei a colocar no caderno o meu tempo diários e pude ver quanto tempo eu perdia com coisas banais e aqueles momentos a sós com Deus eram tão sacrificados, era tão pouco que comecei a me envergonhar e o Espírito de Deus começou a me ajudar nos momentos de fraquezas. Com alguns dias de estudos logo me veio à resposta do Senhor, é aqui que eu quero você, na minha presença. Na cidade grande tinha como dar alguma escapada pra arrumar algum dinheiro nos momentos de aperto, aqui nesta cidade no meio da poeira, não tem como você escapar, terá que aprender a depender de mim. Foi difícil, mas gratificante, tenho essa cidade e essa igreja hoje guardada em meu coração como um local de renovo. Foi ali que Deus me renovou e hoje estou aqui para honrar esse Deus que é digno de todo louvor e toda adoração.

Quis falar um pouco do que Deus tem feito na minha vida para chegarmos ao ponto principal do nosso estudo, creio que Deus ira falar ao seu coração. Do mesmo modo que Deus usou aquele pastor que era meu amigo e parceiro de jugo, estou aqui como servo do Senhor Jesus para te ajudar a você viver uma experiência com o Senhor, não sei se Deus vai te tirar do lugar onde você está, mas de uma coisa tenho certeza. Se você aceitar o desafio, sua vida irá mudar.



O DESAFIO
Parte 2

Vamos começar o desafio dois da seguinte maneira; leia

Salmos 119.97
97 Oh! Quanto amo a tua lei! É a minha meditação em todo o dia!

Deuteronômio 6.6,7
6 E estas palavras que hoje te ordeno estarão no teu coração;  7 e as intimarás a teus filhos e delas falarás assentado em tua casa, e andando pelo caminho, e deitando-te, e levantando-te.

O desafio é com relação ao estudo da Palavra de Deus, temos vivido em uma época em que muitos que estão fazendo parte de um ministério da igreja, não sabem nem qual a versão de sua Bíblia ou a cor da capa! Vivemos em uma época em que não se prega mais a mensagem de arrependimento, confissão de pecados e a busca da santidade como antes. Js. 3.5; Jo. 1.25,29,30; 1Ts 4. 1-8. Não se fala mais da volta do Senhor Jesus. 2Ts.2.1-6. Temos visto pregações de petição, da prosperidade, da determinação como se eu pudesse determinar algo a Deus. Lendo uma pregação do Jonathan Edward disse, em relação à Bíblia: “Este livro te afastará do pecado, ou o pecado te afastará deste livro”.  Temos visto um acréscimo da incredulidade, da maldade se proliferando no mundo. Onde iremos parar, qual o desafio para nós como igrejas do Senhor Jesus temos que abraçar? Ou nós vivemos a Palavra de Deus para sermos transformados a cada dia a sua imagem e semelhança, ou nos tornamos iguais ao mundo vivendo de acordo como diz uma musica secular “deixa a vida me levar” e nisso sendo a cada dia a imagem do mundo. Rm.12.2
O desafio é mais que urgente, pois precisamos voltar com urgência a Palavra de Deus. Esse desafio não é só para o departamento de música da igreja, mas para todos aqueles que confessaram a Cristo como o seu Senhor e Salvador assumindo um compromisso de viver os mandamentos do Senhor Jesus. O salmista escrevendo esse versículo mostra clara a alegria de viver meditando na Lei do Senhor. No capítulo primeiro ele faz a mesma observação meditar dia e noite nos faz ser como uma árvore na beira de um riacho que cujas folhas não murcham e o seu fruto da no seu devido tempo. Olhando pra nossa realidade hoje, quais os frutos que temos dado? Como andam as nossas folhas? Estão verdinhas? Nosso ministério anda bem sucedido? (Sl.1.2,3). A muitos que acham e consideram enfadonho ler a Bíblia. A Bíblia é um livro pra minha vida e pra sua vida mudar.
Quantas vezes você ler a Bíblia na semana?
Quantos minutos por dia você faz o seu devocional?
Você tem o seu momento a sós com o Senhor?
O DESAFIO
O desafio de estudar a palavra do Senhor é a você que não se preocupa em viver uma vida frutífera, é pra você que acha que fazendo de tudo dentro da igreja, acha que está fazendo tudo. É pra você que acha que o ativismo, a religiosidade ira salvar sua vida. Não!!!! O que ira salvar a sua vida é viver o Evangelho que restaura, o Evangelho que muda, transforma, renova, ressuscita, tira o marasmo da vida, quebra as correntes, quebra toda religiosidade. É A PALAVRA DE DEUS. O estudo da Bíblia é obrigatório para todo o crente, pois as Escrituras são essenciais:
Para o seu crescimento espiritual (1Pe.2.2)
Para a sua maturidade espiritual (Hb 5.11-14)
Pela sua eficácia espiritual (2Tm. 3.16,17)
Para uma vida de santidade (Sl. 119.11)
Para uma consciência ativa em Cristo Jesus (Sl.119.16; 1Tm. 1.18-20)
Viver esse desafio deve ser a vida de cada cristão, que professa sua fé em Jesus Cristo, escrevi este texto porque temos ministrando a palavra de Deus para grupos de louvor de várias igrejas, e tenho visto e ouvido de lideres que estão sofrendo com o ministério. Os relatos sempre são os mesmos as igrejas só mudam de endereço, mas os problemas são os mesmos, por incrível que pareça. Quer fazer um teste? Procure ver como anda a vida devocional de cada componente do ministério que você faz parte. Faça uma pesquisa sem alarmes, pesquise e veja se a dificuldade que o ministério está passando, não tem haver com a vida espiritual e devocional. Certo pastor em uma palestra falou, “não se delega coisas espirituais a pessoas não espirituais” e isso é uma verdade. Outra frase deste mesmo pastor “se você é um líder que ler pouco ou nunca ler a Bíblia, ora pouco, não vive uma vida de consagração o ministério que você dirige reagirá da mesma maneira”. Se o ministério vive em uma confusão, o líder precisa olhar pra sua vida, pois ela deve estar uma bagunça. A leitura diária da Bíblia está para a vida espiritual como o alimento diário está para vida física. Assim como o corpo físico precisa de alimento e água para renovar as forças, assim também a alma precisa diariamente da Palavra de Deus. (Is. 55.2,3; Jr. 15.16; Mt.4.4).
Viver o desafio em tempo habitual
É preciso que se tenha um ambiente certo e hora certa todos os dias para uma vida devocional, esse momento deve ser prioridade sobre qualquer outro programa. Sl. 119.72.

Ser tempo conveniente.
Manhã Sl.5.3; tarde Sl. 141.2; Noite Lc.6.12

Ser o mais silencioso e tranquilo possível, nesse ponto tenho uma experiência, pois só conseguia me concentrar com o silencio, e quando começava a estudar aparecia tanta coisa tanto barulho pra me tirar a concentração, ai foi preciso pedir o auxilio do Espírito Santo que me fizesse entender o que eu estava lendo independente do local e ambiente. Comigo serviu, creio que se você tem essa dificuldade o Espírito Santo está pronto a te auxiliar, pois ele é o nosso ajudador. Lc. 5.16

Ser fielmente observado diariamente. Dt. 17.20; Sl 119.16

Um coração pronto pra obedecer, só ouvir não é o suficiente Tiago nos recomenda que não sejamos só ouvinte, mas praticantes da Palavra de Deus. Tg. 1.22-25

O Desafio é de entender que estudando a Bíblia que é a Palavra de Deus serve para o meu lar. Dt. 6.6,7 neste texto, os israelitas são vistos juntos de sua família, com os mandamentos de Deus em seus corações e sendo colocados no coração de seus filhos a cada dia.

É assim que você tem vivido?

É assim que precisamos viver. De acordo com a Palavra de Deus.

O Desafio de obedecer a Deus no século XXI tem que ser urgente, já. Muitos não recebem as bênçãos do Senhor por não viver uma vida de devoção diária, precisamos nos aplicar a leitura da Palavra de Deus, se não assim fizermos iremos desconhecer a vontade de Deus pra nossas vidas. Deus quer que vivamos pela Palavra diariamente a cada momento. Sl.1.2

Salmos 119.97
97 Oh! Quanto amo a tua lei! É a minha meditação em todo o dia!
Que Deus assim queira aplicar a sua Palavra em nossos corações e vivamos uma pratica de amor a Palavra a ao Evangelho de Jesus Cristo.

Deus continue nos abençoando.

Josias Sillva.

Javé Nissi.